Apresentação

O “2° Colóquio Marxismo e Produção Simbólica: Periferia e Periferias Outras” surgiu das iniciativas do Núcleo de Estudos Brasil na Periferia do Capitalismo (NEBRASS-UFG) e dos esforços comuns do Núcleo de Estudos Mário Pedrosa (NEMP-UFG) e  do Instituto de Estudos Sócio-Ambientais (IESA-UFG), todos sediados na Universidade Federal de Goiás, e do Programa de Pós-graduação em Filosofia da Universidade de Brasília (PPGFIL-UNB). Nosso intuito é formar uma Rede Nacional de Pesquisa sobre marxismo e produção simbólica. Para tanto, o Colóquio contará com a contribuição de professores-pesquisadores da Universidade de São Paulo, da Universidade Estadual Paulista e da Universidade Federal da Fronteira Sul, interessados por tais estudos. A partir dessa motivação inicial de formação de uma rede que se atenha a tal linha pesquisa, marxismo e produção simbólica, surgiu a necessidade de questionamento do alcance da perspectiva materialista e das reflexões fundadas no debate sobre diferenças e semelhanças que constituiriam o lugar da especificidade brasileira e latino-americana em uma época cada vez mais marcada por transformações impostas pela chamada globalização. O “2° Colóquio Marxismo e Produção Simbólica: Periferia e Periferias Outras” tem como uma de suas finalidades principais promover o incremento de uma investigação mais detida sobre as relações entre centro e periferia, tanto nos estudos marxistas quanto na produção simbólica. Por meio do questionamento do por assim dizer estatuto do ‘lugar’ periférico, suas diferenças e semelhanças com o centro, constituir-se-ia sua ‘atualidade’ na vida contemporânea.

Em sua 1ª edição, em 2011, o evento foi registrado como “Colóquio Brasil: sociedade e produção simbólica na periferia do capitalismo”; como há de se notar, o foco delimitara temas relacionados prioritariamente ao Brasil e tomava como pressuposto teórico a condição periférica do País no plano internacional. Um dos resultados desse Colóquio foi perguntar-se sobre a possibilidade ou impossibilidade de se falar em uma especificidade brasileira e latino-americana. E ainda mais: a necessidade de verificar a validade do conceito operativo de periferia para a explicação das relações desiguais em um mundo cada vez mais globalizado e, por suposto, mais descentrado geograficamente em seus centros de decisão política.

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